Entidades se unem e pedem o fim da discriminação religiosa

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O ano de 2015 registrou um aumento de 69,13% de denúncias de violação de discriminação religiosa. Os dados são da Secretaria de Direitos Humanos do Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos da Presidência da República, em 2015 foram 252 o número foi maior que em 2014 onde foram registradas 149 denúncias.

Na última quinta-feira (21), foi  comemorado o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. E entre tantos representantes religiosos, apesar das diferentes crenças, rituais, cultos e ensinamentos, todos entram um consenso: para diminuir a intolerância religiosa é necessário que haja um respeito no modo de pensar um do outro. Com isso, conseqüentemente, haveria uma diminuição nos casos de denúncias.

Para Murilo Laredo, representante do Comitê Israelita do Amazonas, o judaísmo tem uma visão muito pluralista em relação à intolerância religiosa por conta do histórico do povo Judeu. “Nós sempre aprendemos a ter o respeito por outros povos. Aqui no Amazonas a comunidade sempre participa de celebrações, com as igrejas católicas, evangélicas, islâmicas. No geral acredito que todas as crenças pregam uma mensagem positiva, é como um manual que a gente pode aplicar e isso são princípios morais que você leva pra vida toda”, destacou.

Já o pastor Sadi Caldas presidente da Ordem dos Ministros Evangélicos do Amazonas (Omeam) destaca que a liberdade religiosa é uma conquista importante para todos os credos, no entanto muitos utilizam essa liberdade para ferir a liberdade de outrem.

“Não existe religião melhor nem pior, uma opção individual cada um. Todos temos liberdade até demais, por temos um País Laico, podemos cultuar ao nosso Deus de forma singular. Hoje muitos utilizam essa liberdade para ferir a liberdade de outrem. Isso acaba desvalorizando, os sistemas religiosos que na verdade não devem disseminar a discórdia, cada um deve apresentar os seus cultos aos seus Deuses. Se porventura um ou outro age de forma diferente, acredito que por falta de conhecimento da própria religião”, explicou.

União e diálogo

O Padre Charles Cunha, pároco da Arquidiocese de Manaus acredita que toda experiência autêntica leva ao diálogo, ao respeito e fraternidade. Isso leva a ver o outro como irmão e não como inimigo. “A fé une as pessoas. A nossa igreja acredita que o dialogo interreligioso promove a caridade. Todos somos diferentes, e devemos respeitar a crença do outro, podemos dar as mãos na busca de um mundo melhor”, disse.

Dentro da doutrina espírita alguns preconceitos ainda são sentidos por seus praticantes. De acordo com Rita de Cássia Castro presidente da Federação Espírita Amazonense (FEA), a intolerância existe por ignorância por falta de conhecimento aprofundado das crenças.

“O respeito pela opinião do outro deve sempre existir, mesmo que não se concorde, o respeito ajuda na de uma cultura de paz entre os povos. Porque no fim de tudo somos todos irmãos. Nós do espiritismo não queremos converter ninguém, acreditamos que as pessoas devem ser do bem independente de religião, isso é um diferencial. Um olhar diferente e agrega vários conhecimentos”, relatou.

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Léo Duarte

Leonardo Duarte: Ex-menino de rua, hoje Fotógrafo, Educador Social e Conselheiro Tutelar.